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A Constituição da MoveAveiro (2005)

Ao abrigo da Lei 58/98 de 18 de Agosto, no dia 25 de Janeiro de 2005, no seguimento da autorização em reunião ordinária da Câmara Municipal em 20 de Setembro de 2004 e após aprovação em Sessão Ordinária da Assembleia Municipal em 25 de Outubro de 2004, foi realizada a escritura da constituição da MoveAveiro - Empresa Municipal de Mobilidade, E.M., de capital exclusivamente detido pela Câmara Municipal de Aveiro.

A empresa teve o início de actividade a 1 de Março, iniciada efectivamente a 1 de Abril de 2005.
A MoveAveiro – E.M. tem como objectivo a produção, exploração e gestão da rede integrada de transporte público de pessoas, designadamente nas áreas:

transporte rodoviário colectivo de passageiros – MoveBus;
transporte fluvial de passageiros – MoveRia;
serviço Buga – bicicletas gratuitas de Aveiro – MoveBuga;
exploração e gestão do estacionamento oneroso de superfície ou subterrâneo – MovePark;

Serviços complementares:
organização e gestão do transporte escolar;
transporte alternativo, nomeadamente minibus, táxi colectivo, veículos de energia limpa;
serviços associados de turismo e publicidade;
criar, construir e gerir as redes de circulação e de transportes que estejam atribuídas à administração municipal. [topo]

 

A História dos Transportes Urbanos de Aveiro
De 1955/59 até 2005 (MoveAveiro - MoveBus)

No final do ano de 1955, a Câmara Municipal de Aveiro, presidida pelo Dr. Álvaro Sampaio, deliberou projectar um serviço de transportes colectivos de passageiros, por meio de autocarros e com gestão municipal, de modo a servir as comunicações na cidade. A comissão encarregue de estudar os problemas técnicos, económicos e financeiros da empresa era constituída pelo Presidente da Câmara, Dr. Álvaro Sampaio, pelos vereadores Ricardo Pereira Campos Júnior e Francisco Gonzalez de la Peña, pelo Director-Delegado dos Serviços Municipalizados Eng. António Gaioso Henriques e o Sr. Dário Ladeira.

Em 9 de Julho de 1957, foram apresentados pelo Director-Delegado dos Serviços Municipalizados o programa do concurso e o caderno de encargos para aquisição de 5 autocarros destinados ao serviço de transportes colectivos de passageiros, os quais foram aprovados.
Após a análise das propostas apresentadas a concurso para fornecimento dos 5 autocarros, a escolha recaiu sobre a proposta da UTIC – União Transportadora para Importação e Comércio: fornecimento de autocarros marca AEC. Os autocarros eram do modelo Reliance, com as seguintes características: motor AEC de 6 cilindros, com 7685 cc., transmissão monocontrol sem pedal de embraiagem (caixa semi-automática) – suspensão constituída por perfis de aço rebitados, de grande resistência.

Em Janeiro de 1959, o Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados convida os órgãos da imprensa local para uma visita aos autocarros de transportes colectivos e para uma pequena viagem experimental, aproveitando a oportunidade para fornecer informações sobre as viaturas e sobre o serviço a estabelecer. As estradas por onde iriam passar regularmente os autocarros sofrem beneficiações várias, pois algumas delas estavam perfeitamente intransitáveis.

Finalmente, a viagem inaugural realiza-se no dia 15 de Fevereiro de 1959. Os transportes iniciam o seu funcionamento com três linhas, dentro da área da cidade: Linha 1 e 1A, Linha 2 e 2A e Linha 3, com percursos compreendidos entre Esgueira - Estação – Rua do Carmo – Praça do Peixe – Liceu (Av. 25 de Abril) – Fonte dos Amores (R. Mário Sacramento) e Eucalipto. O Tarifário variava entre os 0$70 (0,003€) e os 1$80 (0,009€). No final desse ano, foram apurados estatisticamente 455 041 passageiros transportados nas 3 linhas referidas.

Volvidos 45 anos, a frota em 31 de Dezembro de 2004 era constituída por 48 viaturas era constituída por 48 viaturas, sendo: 27 standard dos quais 4 com piso rebaixado e lugar para cadeira de rodas, 6 articulados, 8 mini autocarros de 21 lugares, 4 mini autocarros de 37 lugares e 3 viaturas a GNC (gás natural comprimido) preparadas para cadeira de rodas.

A rede de transportes, a 31 de Dezembro de 2004, era constituída por 21 linhas, sendo 5 escolares e 4 de circulação interna, numa extensão de 216 km.

O número de passageiros transportados, em 2004, rondou os 2 100 000 utentes.

O tarifário em vigor varia entre os 0,60€ e os 1,20€ para bilhetes pré-comprados e entre os 12,50€ e os 31,00€ para os passes sociais mensais. [topo]

 

A Evolução dos Transportes Colectivos de Passageiros

Com apenas 4 anos de serviço regular, em Março de 1968, face ao evoluir dos passageiros transportados (nesse ano 655 171), foi decidida a aquisição de dois novos autocarros. Em 1969 foram adquiridos dois autocarros Leyland-Wordmaster. Em 1972, seriam adquiridos outros três da marca AEC. Era o início da expansão da frota.

Os moradores das freguesias como Oliveirinha e Costa do Valado, ou de lugares como Verdemilho, Bonsucesso e Quinta do Picado, da freguesia de Aradas, ainda sem autocarros, pressionavam os Serviços Municipalizados a fim de verem satisfeita essa velha reivindicação.
Só no início de 1976, através do Fundo de Fomento dos Transportes foi possível contrair um empréstimo para aquisição de quatro novos autocarros.

Em 1977, estavam criadas as condições para a expansão da rede com os novos horários e novas carreiras para Quintãs e Oliveirinha; dois anos depois, é a vez da população de Azurva, que solicitava o prolongamento da carreira que servia as Alagoas. Em 1979, os lugares de Requeixo e Carregal, que não se encontravam servidos por qualquer serviço de transportes públicos, vêem finalmente satisfeita uma velha aspiração.

Por outro lado, o anúncio da entrada em funcionamento da fábrica da Renault e a urbanização de algumas zonas da periferia da cidade como a parte norte, fazem acelerar o processo de aquisição de 15 novos autocarros.

Também a construção de inúmeras escolas do ensino básico – 1º, 2º e 3º Ciclos no concelho, criou outras necessidades que provocaram um alargamento da rede de transportes e o redesenho flexível dos horários e dos percursos, cobrindo neste momento a totalidade do Concelho (excepção feita para S.Jacinto que usufrui de transporte fluvial).

No final da década de noventa, as grandes novidades residem na renovação da frota e na aquisição de mini-autocarros, para serviços especiais e circulações internas (área da cidade).

Na sequência de experiências com autocarros standard movidos a biodiesel (mistura de gasóleo com éter metílico de óleo de girassol) em 1998, a gás natural (1999), e ainda mini autocarros eléctricos em 2001, na perspectiva de continuação de renovação da frota, em 2002 a opção ambiental ‘deu-se’ com a aquisição de 3 autocarros a gás natural, dando um passo na preparação em curso para a certificação ambiental dos Serviços Municipalizados de Aveiro.

Por escritura datada de 25 de Janeiro de 2005, a Câmara Municipal de Aveiro, após aprovação em sede de Assembleia Municipal, constituiu a MoveAveiro – Empresa Municipal de Mobilidade, tendo como objectivo a produção, exploração e gestão da rede integrada de transporte público urbano, sem uma das suas valências o transporte rodoviário colectivo de passageiros (MoveBus), até à data integrado na gestão dos Serviços Municipalizados de Aveiro.

A MoveBus, no seu conjunto de carreiras e linhas, apresenta uma alternativa ao transporte individual, estando sempre atenta às mudanças ou acontecimentos que ocorram no concelho, para dar uma melhor resposta a potenciais utilizadores. [topo]

 

 

O Projecto BUGA

O projecto BUGA – Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro foi elaborado no ano de 1999, tendo iniciado o seu funcionamento efectivo a 1 de Abril de 2000, após um período experimental de 5 meses.

Com um desenho exclusivo, o projecto contou, no seu início, com 200 bicicletas e 33 parques estrategicamente espalhados pela cidade, para além duma concepção de projecto que englobou mobiliário urbano próprio (sinalética e parques); logística (manutenção, recolha e vigilância das bicicletas) e a criação de pistas cicláveis dedicadas.

No primeiro aniversário do projecto BUGA os números eram já significativos: 50.000 pessoas já tinham utilizado as bicicletas, tendo o sistema atingido já uma notável projecção na cidade.

Com a constituição da MoveAveiro – E.M., no dia 1 de Abril de 2005, o projecto passa a fazer parte integrante da nova empresa de mobilidade, com a denominação MoveBuga, pretendendo-se estimular a utilização da bicicleta para além dos passeios de lazer, que são os que mais atraem os utilizadores.

A BUGA é, por isso, um equipamento ao serviço do público, destinado a proporcionar àqueles que habitam ou visitam Aveiro, uma forma agradável, saudável e ecológica de a conhecer, nela passear ou trabalhar.

A rede da MoveBuga contempla os principais pólos geradores de tráfego (estação da CP – as Praças Centrais – a Universidade – Escolas e Liceus), as zonas de serviços (Av. Dr. Lourenço Peixinho – Estações de Correio – Câmara – Loja do Cidadão) e as zonas de cultura e lazer (Centro Cultural e de Congressos – Biblioteca – parques e Jardins – Zona Polis – Zona Histórica).

A quantidade de Bugas e de parques existentes, bem como o horário de funcionamento do sistema, permitem a sua utilização intensiva sem recorrer ao transporte motorizado individual, descongestionando assim a cidade e tornando-a menos poluída. A buga é igualmente um excelente meio para visitar Aveiro e conhecer o seu património.

Não é preciso pagar para utilizar a Buga, bastando apenas efectuar um simples registo na loja MoveBuga e circular dentro dos limites estabelecidos.

Onde existirem pistas demarcadas, os ciclistas deverão utilizá-las para a sua segurança, das outras pessoas e de veículos que circulam na via pública. Deverá ter ainda em atenção a sinalética própria do sistema, bem como respeitar as regras gerais do Código da Estrada. [topo]

 

Transporte Fluvial – MoveRia

Como antecessora da MoveRia, a Transria iniciou a sua actividade no ano de 1993 (6 de Agosto), tendo sido constituída pela Câmara Municipal de Aveiro, Estaleiros de S.Jacinto – S.A. e a Junta de Freguesia de S.Jacinto. A partir do ano de 2003, a Câmara Municipal de Aveiro ficou detentora da totalidade das quotas.

No entanto, refira-se que este tipo de transporte tem mais de meio século de existência, quando os Estaleiros de S.Jacinto construíram as primeiras embarcações para transporte dos seus funcionários provenientes dos Concelhos de Aveiro, Ílhavo e Murtosa, incluindo-se igualmente os habitantes da freguesia de S.Jacinto.

A empresa criada reflectiu a necessidade de satisfazer a mobilidade da freguesia do Concelho de Aveiro mais isolada, dada a sua posição geográfica.

Deste modo, a acessibilidade duma população estimada em cerca de 1000 habitantes e a uma distância terrestre da cidade superior a 50 km, estava assegurada entre a freguesia e o Forte da Barra e a cidade de Aveiro. Mais tarde, por questões de navegabilidade, a ligação fluvial ficaria reduzida ao percurso entre S.Jacinto e o Forte da Barra, sendo a ligação a Aveiro assegurada por transporte rodoviário.
As duas primeiras embarcações ao serviço da Transria foram a “Praia da Barra” e “Costa da Luz”, aumentando a frota em 1998 com a aquisição da “Dunas de S.Jacinto” e “Transria”.

Mais recentemente (2003) a embarcação “Santa Joana Princesa”, anteriormente ao serviço do turismo da CMA e da Rota da Luz, constituía o último aumento da frota.

Com a constituição da MoveAveiro – E.M., no dia 1 de Abril de 2005, a Transria ‘sofre’ um processo de dissolução e é integrado o serviço de transporte fluvial na nova empresa de mobilidade.

A frota fluvial é constituída por 4 embarcações, com lotações entre os 37 e os 92 passageiros e tripulação, estando prevista a chegada de um “ferry-boat” com capacidade para 24 automóveis e 120 passageiros. [topo]

 

Estacionamento – MovePark

A mobilidade urbana cresceu de forma exponencial e alterou-se muito significativamente nas últimas décadas, em consequência do desenvolvimento económico, social e urbano.

Alcançar-se uma mobilidade sustentada é assim um objectivo estratégico que coloca novos desafios à organização e gestão da MoveAveiro.
Em Abril de 2005, a MoveAveiro iniciou a gestão dos parcómetros do centro da cidade de Aveiro, num total de 72, correspondendo a 1078 lugares de estacionamento, distribuídos por 10 zonas.

A gestão dos parcómetros tem por objectivo proporcionar lugar para todos e pretende criar oportunidades racionais de estacionamento a cada cidadão.

Assim se compreende a razão do estacionamento pago, facilitando uma maior rotação e proporcionando a concepção que a cidade é de e para todos.

Deste modo consegue-se uma melhoria da mobilidade urbana através do aumento da fluidez do tráfego e da qualidade ambiental local. [topo]

 

 
     
 
última actualização: 01 fevereiro 2017